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terça-feira, 21 de junho de 2011

CORDEL- NOITE DE SÃO JOÃO

1-Peço a Deus permissão
Que inspiração venha me dar
Para lembrar o passado
E aqui poder narrar.
Da noite de são João
Que sinto no coração
E me faz recordar.

2-O são João está chegando
Vamos aqui comemorar
Cortar lenha no mato
Para a fogueira montar.
Comer milho e soltar balões
E queimar muito foguetões
Para pode festejar.

Mais na véspera do são João
Bem cedinho agente caminhava
Em direção ao grande roçado
Com poucas horas chegava.
Papai o milho tirando
E eu com um saco apanhando
E pra casa voltava.

4-Então começava a tarefa
Mamãe a palha do milho tirando
E eu com muito cuidado
O cabelo eu ia limpando.
Aquela palha mais perfeita
Mamãe ali não rejeita
E ia logo costurando.

5-Depois em seguida
Ela botava pra cozinhar
As palhas já costuradas
Para pamonha preparar.
Uma panela no fogo fervendo
O milho danado moendo
Para amassa embalar.

6-Quando a pamonha embalada
Mamãe:- dizia esse resto aqui fica
Eu perguntava:- Pra quer mamãe?
Ela respondia:- Não justifica!
Eu sempre ali perguntando
E mamãe logo se irritando
Respondia:- É pra canjica.

7-Mamãe mexendo a canjica
Eu e papai o quintal ia enfeitar
Agente pegava pés de milho
E perto da fogueira ia plantar.
Papai a fogueira levantando
E eu a bandeira enfeitando
Para a noite hastear.

8-Por volta das 18h00min horas
Tudo ali já preparado
O mastro do senhor são João
De imediato era hasteado
Papai de uma promessa que fez
Dizia:- graças mais uma vez
O são João muito obrigado.

9-Papai muito animado
Fogo na fogueira botava
Uma dúzia de foguetões
Para o santo ele soltava.
Mamãe no santuário orando
Uma vela ali afirmando
E pra são João ela rezava.

10-E eu com meus irmãos
A noite toda brincando
Com fogos ali variados
Feliz ficava soltando.
Quando os fogos acabavam
As brasas logo juntavam
E milho ficava assando.

11-Já bem tarde da noite
Churrasco agente preparava
Lingüiça com asa de galinha
O que a turma mais gostava.
Uma tolha no chão estendida
Depois colocava a comida
E agente feliz se saciava.

12-Tinha um forró pé de serra
Três homens ali tocando
Um com um triângulo
E outro danado cantando.
Outro batendo numa lata
E o povo ali dançando.

13-Era o forró de toda a família
Que a vizinhança inventava
Como não tinha instrumento
Agente mesmo criava.
Assistir banda não podia
E também não existia
Mais agente brincava.

14-Termino aqui esse cordel
Narrando a minha mocidade
No tempo que era criança
Hoje já na maior idade.
Esses dias que não voltam mais
Feliz ao lado de meus pais
Resta-me apenas saudade.

João Pessoa- 21 de Junho de 2011

quarta-feira, 15 de junho de 2011

CORDEL- A VELHA CASA DE FARINHA

1-Peço a Deus inspiração
Para meu passado narrar
Da velha casa de farinha
Onde eu pude me criar.
Deus me der consentimento
Levarei meu pensamento
Agora naquele lugar.

2-Ainda com oito anos
Com papai eu já andava
Ele com seu caminhão
Pra todo canto me levava.
Quando foi certo dia
Que ainda não sabia
Nessa casa eu chegava.

3-Achei meio estranho
E não quis perguntar
Varias mulheres no chão
Com a mandioca a raspar.
Um forno com farinha assando
E outra ali já peneirando
Para poder ensacar.

4-Depois do saco cheio
Papai vinha costurar
Com uma agulha enorme
Para no saco pontear.
Eu ali observando
E papai me chamando
Para eu lhe ajudar.

5-Quando tudo já pronto
No caminhão agente botava
O carro ia carregado
Que quase não agüentava.
Na feira já estava esperando
O comerciante comprando
E papai ali negociava.

6-Quando não tinha mandioca
Papai saia comigo procurando
Viajando pelo o interior
Onde tinha, ele ia comprando.
Contratava trabalhador
Cada um pedia seu valor
E já ia trabalhando.

7-Quando foi certo dia
Eu vinha com papai viajando
Ele passou no lamaçal
E o carro foi atolando.
Quanto mais ele acelerava
O caminhão se atolava
E papai se irritando.

8-Quando viu que não tinha jeito
O carro, papai irritado desligou.
Andamos quase quatro quilometro
E uma casa ele encontrou.
Um cidadão já acostumado
De tirar carro atolado
E pra lá ele caminhou.

9-O carro cheio de mandioca
Papai muito preocupado
E ainda estava chovendo
Era água pra todo lado.
Duas horas de esforço
Tiramos o carro do poço
Onde estava atolado.

10-Nós voltamos bem rápido
Já que papai estava atrasado
As mulheres todas esperando
E noticias agente não tinha dado.
Foi o caminhão descarregando
E cada mulher se preparando
E o forno já tinha esquentado.

11-Foi uma noite de agonia
A mulher a mandioca raspava
Uma botava na prensa
A outra logo já apertava.
Outra danada peneirando
E o forno esquentado
E pela massa esperava.

12-Para aproveitar a noite
Papai dizia:- Não sou idiota
Vou preparar aqui a goma
Pra fazer uma tapioca.
Beiju também ele aprontava
Cuscuz de massa preparava
Da massa da mandioca.


13-Hoje voltei a aquele chão
Onde minha infância passei
Procurei a velha casa de farinha
E nada mais ali eu encontrei.
Os tijolos no chão enterrado
Fiquei nele triste assentado
Confesso aqui que chorei.

14-Termino aqui esse cordel
Porque não consigo mais narrar
Ao pensar na minha infância
Sinto vontade de chorar.
Infância limpa e sadia
Há meu Deus como queria
Se pudesse um dia voltar.

João Pessoa-15 De Junho de 2011

terça-feira, 7 de junho de 2011

CORDEL-O PADRE E A VIUVA

01-Vou contar uma historia
Que você não vai acreditar
De um padre muito fiel
Que o diabo chegou a tentar.
Em uma viúva ele se encostou
E aquele capelão tentou
Até o pobre não suportar.

02-Padre João em toda missa
Que ele vinha ali celebrando
Apareceu logo uma viúva
E o pra ele ficou desejando.
Uma mulher bem arrumada
Na frente do padre assentada
E o diabo veio tentado


03-Quando certo dia
A mulher com o padre veio falar
Como já era muito tarde
Ele a mandou ela voltar.
Como já era 22:00 horas
Ele falou:- Oh senhora
Agora preciso rezar.

04-Ela não deu nem ouvido
Fingiu que não escutou
Pegou no trinco da porta
E ali mesmo entrou.
O padre pra ser educado
Como ela já tinha entrado
A mesma ele a escutou.

05-Naquele exato momento
Ela começou a se confessar
Falando do seu passado
E ele somente a escutar.
Na mão do padre ela pegou
E depois triste se ajoelhou
E começou ali a chorar.


5-O padre falou:- minha filha
A hora já está chegando
É melhor você ir embora
Que estou me atrasando.
Ela fingiu que não escutou
E com o padre se abraçou
E foi naquilo pegando.

06-O vigário meio tímido
Porém meio preocupado
Com a imagem de Jesus cristo
Que estava ao seu lado.
Na batina a mulher pegou
E sobre Jesus colocou
Deixando ele guardado.

07-Foi naquele momento
Que o padre se modificou
Esqueceu quem era ele
E aquela viúva ali pegou.
No chão ficaram rolando
E ela danada gostando
E ela se realizou.

08-Três horas de relação
A viúva não mais agüentava
Ela tentava fugir do padre
E ele com a viúva se abraçava.
A pobre toda suada
Suas partes também assada
E ele muito gostava.

09-Aquela pobre viúva
Dos braços do padre escapava
Corria por dentro da igreja
E ele quase alcançava.
A viúva começou a gritar
-alguém venha me ajudar
até o sino abalava.


10-Chegou um momento
Que a viúva não suportou
Ela estava muito cansada
E o padre com ela se abraçou.
Beijando e fazendo carinho
Ele com aquele jeitinho
E tudo de novo começou.

11- Ela não mais agüentava
Correr também não podia
O padre com ela abraçado
E já amanhecendo o dia.
Ela logo pensou:
E um chute naquilo acertou
E do padre ela corria.

12- Ele deu um pulo danado
E pela igreja correndo gritava
Pegando em suas partes
Enquanto a viúva escapava.
Ela abriu a porta e correu
E pela rua desapareceu
E o padre sozinho chorava.

13- O padre triste sozinho
a Cristo pedia perdão
Meu Deus fui tentado
Pelo dono da tentação.
Aquela mulher apareceu
Foi o diabo que intercedeu
Ele é o dono da maldição.

14-Agradeço ao nosso Deus
Por ter aqui me inspirado
Para falar de um padre
Que pelo cão foi tentado.
Fiz aqui uma narração
através da inspiração
que por Deus foi enviado.


João Pessoa- 07 De Junho de 2011

sexta-feira, 3 de junho de 2011

SONETO- OH VIRGEM DA CONCEIÇÃO

Agradeço por cada trabalho publicado
Quando Deus me envia a inspiração
Com certeza, do céu serão enviado
Autorizado pela virgem da conceição.

Cem trabalhos aqui já publicados
Entre soneto, cordel, pensamento
E contos aqui bem inspirados
Cada um em seu momento.

Oh virgem da conceição me abençoe
Cubra-me sempre com seu lindo véu
E lírios brancos vou lhe ofertar.

Minha falha peço que me perdoe
Mande-me benção do precioso céu
Para poesias eu divulgar.


João Pessoa- 03 de Junho de 2011

SONETO- NO CAMINHO DO AMOR

No caminho ela vem passando
E deixa ali um perfume de uma flor
Tem alguém lhe esperando
Para oferecer carinho e amor.

Feliz um casal se encontra
Em plena luz do luar
Tudo o casal apronta
Até o dia clarear.

Em cada momento que foi aproveitado
Ficando como testemunha a natureza
E ouvindo um pássaro cantando.

Ao terminar fica o casal abraçado
Admirando o quanto a beleza
E ali o casal sempre se amando.


João Pessoa-03 de Junho de 2011

SONETO- A PEQUENA ABELHA

Com o saber que Deus te deu
Abelha tão pequena e inteligente
Dedica-se em cada trabalho seu
Faz um mel puro e excelente.

Sem botar açúcar e nem adoçante
Para isso ela é competente
Da cor ao mel sem corante
E satisfaz toda a gente.

Em cada flor ela colhe o principal
E sai pela floresta procurando
Até o que deseja ela encontrar.

Prepara um mel bem natural
E na coméia se dedicando
Para o homem saborear.

João Pessoa-03 de Junho de 2011