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terça-feira, 3 de maio de 2011

CORDEL- O FETO




Mamãe, por favor, não me mate
Deixe-me aqui nesse teu ventre sagrado
Aqui mamãe, eu me sinto bem
E estou bem, aqui confortado
Mamãe, eu pergunto a você
Mamãe, o que eu fiz de errado.

Mamãe se você tomou alguma droga
Com certeza, você queria me matar
Mamãe, se você agir dessa forma
Papai do céu não vai te perdoar
Mamãe estou me sentido fraco
Assim mamãe, eu não vou suportar.

Mamãe me deixa eu nascer
Sinto no seu coração a maldade
Você junto com meu pai
Programaram essa perversidade
Mamãe, Não seja contra a Deus
Cometendo essa crueldade.


Mamãe estou sentindo em minha cabeça
Algo estranho que está me matando
Mamãe, eu te amo, mai não sei por quê
Essa coisa estranha, você está aceitando
Mamãe me der apenas uma explicação
Porque estou agora me sufocando.

Mamãe, meu corpinho está saindo
Às vezes mamãe, você começa a chorar
Mais Deus tocou-me no meu coração
Dizendo: Que você queria me matar.
Mesmo você tirando o direito de viver
Mamãe, eu sempre vou te perdoar.

Mamãe, aqui já te dei meu perdão
Não sei se você vai merecer o de Jesus
Mais você tirou fora do seu ventre
Aquele que queria no mundo ver uma luz
Mais serei um anjo no céu abençoado
Cantando louvores aos pés da cruz.



João Pessoa, 03 De Maio de 2011

Um comentário:

  1. Parabéns seus poemas são a nossa realidade
    que pena que a poesia tomou um rumo dessa natureza chamada realidade mas continue assim transformando
    em poemas pois são estrofes,com lágrimas,dor e sofrimento,que chega a clamar por justiça;que seu espírito continue a fluir.

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